Sobre

Ponto Br

Ponto br é um coletivo que reúne alguns dos principais guardiões da nossa cultura tradicional, como Mestre Walter do Maracatu Estrela Brilhante do Recife, Mestra Zezé de Iemanjá da Casa Fanti Ashanti (MA) e Ribinha de Maracanã, amo e cantador do Bumba Boi de São Luís, em diálogo com a paulistana Renata Amaral, o pernambucano Eder O Rocha, o suíço Thomas Rohrer e o maranhense Henrique Menezes, músicos conhecidos da cena contemporânea.

Ponto br propõe o espaço da arte como local de encontro e diálogo possível entre vertentes e gerações, onde diferenças estéticas e temporais são harmonizadas. Se tornou referência do diálogo com nossa cultura tradicional, recebendo diversos prêmios e aprovações em editais públicos de empresas como Petrobras, Caixa e Natura, se firmando como um dos principais coletivos da cena musical contemporânea.

 


Em 2017 o Festival Ponto Br de Jardim a Jardim, ocupou centro e periferia da cidade de São Paulo com shows, oficinas e cortejos, reunindo cerca de 4 mil pessoas. Em 2018, realizou dois shows de pré lançamento do disco Trancelim no palco do Sesc Paulista; show de encerramento da turnê Na Eira no Rio de Janeiro, e em novembro de 2018 lança seu novo trabalho, o já mencionado Trancelim, no palco do Sesc Pompeia.

 


Integrantes

MESTRE WALTER FRANÇA

Um dos principais mestres da Cultura Popular de Pernambuco, foi chefe do Baque Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife e compositor de muitas loas deste grupo centenário fundado em 1906 e inúmeras vezes campeão do carnaval de Recife. Hoje é chefe do Maracatu Raízes de África, também em Recife, ao lado de sua família. Começou na música aos 4 anos de idade ao lado dos 21 irmãos e do pai Zacarias, artista popular fundador da mais tradicional escola de samba do Recife, a Gigantes do Samba, e de outros folguedos como Pastoril, caboclinhos e cocos. Mestre de bateria da Gigantes por 10 anos, assumiu em 1986 a chefia do Estrela Brilhante.

ZEZÉ DE YEMANJÁ

Caixeira do Divino Espírito Santo e Primeira ekedi da Casa Fanti Ashanti, uma das principais casas de culto afro religioso do Maranhão, Ponto de Cultura há mais de 50 anos em atividade. Conhece profundamente os vários gêneros realizados na casa como o Tambor de Mina, Tambor de Crioula, Candomblé, Carimbó de Caixa, Pajelança, Baião de Princesas, Canjerê, Samba Angola, Bumba Boi, Festa do Divino e outras, ministra oficinas de Caixa do Divino e Tambor de Crioula em diversos estados brasileiros. Trabalha em projetos de capacitação solidária e arte educação p/ crianças e adolescentes da comunidade do Cruzeiro do Anil – periferia de S Luís. 

RIBINHA DE MARACANÃ

Herdeiro direto de um dos maiores compositores e cantadores de Bumba Boi da Ilha de São Luís de todos os tempos, está à frente do Bumba Boi de Maracanã, comunidade centenária c/ mai s de 1000 integrantes, sendo um dos dois maiores e mais conhecidos grupos tradicionais do estado. Além de intérprete é também compositor de diversas toadas do grupo que transformam-se em verdadeiros hinos dos festejos juninos registrados nos CDs que anualmente são produzidos pela comunidade.

RENATA AMARAL

Formada em Composição e Regência pe la UNESP, tem se apresentado em todo o Brasil e Europa ao lado de artistas como Tião Carvalho, Suzana Salles, Itiberê Zwarg, Orquestra Popular do Recife e outros. Em 1998 criou o grupo A Barca, com quem lançou 3 CDs e realizou mais de 500 apresentações. Uma das principais expertises em cultura tradicional brasileira, desde 1991 viaja pelo Brasil formando um acervo de mais de 800 horas de registros audiovisuais e 15.000 fotos de tradições populares. É coordenadora da Maracá Cultura Brasileira, e produziu 27 CDs e 12 doc umentários de manifestações populares que receberam diversos prêmios. Foi finalista do Prêmio Claudia Cultura. Recebeu duas vezes o Prêmio Interações Estéticas da Funarte, realizando residência s artísticas no Maranhão e no Benin. Em 2017 recebeu o Prêmio Rodrigo Melo de Franco Andrade – IPHAN, pela publicação do Acervo Maracá.

ÉDER O ROCHA

Formado em percussão pelo Centro Profissionalizante de Criatividade Musical do Recife. Tocou nas principais orquestras do Nordeste como Sinfônica do Recife, Sinfônica do Rio Grande do Norte, de Olinda, Banda Sinfônica do Recife e Orquestra de frevo do Maestro Duda. Percussionista do grupo Mestre Ambrósio, trabalhou com artistas como Herbert Vianna, Zélia Duncan, DJ Dolores, Nação Zumbi, etc. Diretor artístico da Cia Circense Nau de Ícaros e do grupo Olho da Rua. Articulista das revistas Batera e Manguenius, lançou seu disco solo Circo do Rocha e o método de percussã o Zabumba Moderno.

THOMAS ROHRER

Suíço radicado no Brasil desde 1995, é formado pela escola de jazz de Lucerna. Seu trabalho transita entre a improvisação livre, o jazz contemporâneo, a música regional brasileira e a musica medieval. Em 1999 toca no Montreux Jazz Festival com Chico César, Rita Ribeiro e Zeca Baleiro. Apresentou-se na Suíça, Itália, Nova Iorque e no Brasil em duo com a percussionista italiana Alessandra Belloni. Em 2002 e 2003 realizou uma turnê pela França, Espanha e Inglaterra com o quinteto de música instrumental de Carlinhos Antunes. Membro do grupo de musica medieval Sendebar. Apresentações em Nova Iorque no Lincoln Center, Metropolitan Museum e na Catedral St, Johns the Divine. Em 2004 participa do projeto de intercâmbio MPB-BPM; integrando a Orchestra Escócia- Brasil. Participa na banda Aparelhagem do pernambucano DJ Dolores com apresentações no Brasil e turnês na Europa. Membro do grupo A Barca, gravou e apresentou-se ainda com Zé Gomes, Ceumar, Tião Carvalho, Paulo Lepetit, Ivaldo Bertazzo. Paulo Freire, John Labarbera, Suzana Salles, Alexandra Montano, Satoshi Takeishi, Steve Gorn, Jamey Haddad, Antonio “Panda” Gianfratti, Marcio Mattos, Phil Minton, Jamie Haddad, Alexandra Montano, Mark Dresser, Nelson da Rabeca, Saadet Türköz, Miguel Barella, Celio Barros, Carlinhos Antunes, Passoca, entre outros. Em 2017 lançou o disco Tradição Improvisada, ao lado de Mestre Nelson da Rabeca pelo Selo Sesc.

HENRIQUE MENEZES

Nascido em São Luis, Maranhão, Henrique Menezes pertence a uma importante família de artistas populares da Casa Fanti-Ashanti, centro religioso que é referência da cultura do estado. Tem ali o cargo de primeiro Ogã (Ogã Alabê Huntó) da Casa. Trabalhou como percussionista com os principais artistas maranhenses como Ubiratã Souza, Josia s Sobrinho, Rosa Reis e Tião Carvalho. Radicado em Sao Paulo há mais de 15 anos, ministra oficinas de percussão e danças populares em escolas e universidades como ECA-USP, UNICAMP, Universidade Estadual de Londrina e Universidade Anhembi-Morumbi, Centro de Convivência Gracinha, Acaia, além da Associação Arte Despertar. Atualmente é Diretor Geral do Grupo Pé no Terreiro, que lançou recentemente seu primeiro CD “Cacuriá” e desenvolve também seu trabalho autoral junto à banda Bom Que Dói